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TENDINITE DO OMBRO – ACUPUNTURA.

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TENDINITO ombro-doloroso-da-ciencia-da-coluna-vertebral_152178 (PRIMEIRA FOTO)TENDINITE_DE_ombro2_INFLAMA_OA tendinite é uma lesão inflamatória, acometendo os tendões, podendo se apresentar de forma aguda ou crônica. Os casos de tendinite do ombro são decorrentes quase sempre de uso indevido e sobrecarga nos tendões, gerando sofrimento durante anos nestes seguimentos. Com o movimento quase sempre repetitivo ocorrerá dor e ou inflamação durante os movimentos.
FASES DA DOENÇA
-AGUDA: ocorre devido a algum problema de uso excessivo articulação (prática de esportes, trabalho com movimentos repetitivos, trauma direto no ombro)
-CRONICA: resulta da lesão degenerativa, por desgaste das articulações, ou devido à idade avançada (envelhecimento biológico).
FISIOPATOLOGIA DA DOENÇA
TENDINITE DO SUPRAESPINHOSO

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As tendinites de ombro mais freqüentes são em função das afecções do músculo supra-espinhoso (tendinopatias com ou sem calcificação). O principal abdutor (músculo que levanta o braço na lateral), junto com o músculo deltóide, encurta o espaço na articulação do ombro neste movimento, podendo ao longo do tempo sofrer sobrecarga.
A solicitação exagerada nesta articulação gera uma inflamação devido ao atrito direto no ombro, levando a dor, edema ou inchaço, limitando o movimento de abdução ou abrir o braço. Com o atrito direto ocorrerá micro traumas no local piorando ainda mais a dor, a inflamação e o próprio movimento.
TENDINITE OMBROEste músculo apresenta vascularização ou suprimento de sangue muito precário.
TENDINITE DO INFRAESPINHOSO

Este músculo sofre menos sobrecarga do que o supra-espinhoso, por ter maior vascularização. Este músculo é o mais importante no movimento de rotação externa do ombro.
TENDINITE DO SUBESCAPULAR

O subescapular é o músculo mais importante no movimento de rotação interna do ombro, seu tendão é largo e achatado e se insere no pequeno tubérculo do úmero. Pode sofrer também sobrecarga devido ao esforço excessivo sofre a articulação do ombro como um todo.
QUADRO CLÍNICO
O principal sintoma é a dor, que pode vir acompanhada de crepitação, ou estalido no local, fraqueza muscular, fisgada no ombro quando realiza uma abdução (levantar o braço na lateral) seguida de uma adução (abaixar o braço). Os movimentos como um todo poderão estar acometidos pela movimentação ativa, e em casos mais graves a capsulite adesiva irá restringir ainda mais os movimentos do ombro.
TRATAMENTO CLÍNICO
Uso de antiinflamatórios e Fisioterapia.

TRATAMENTO POR ACUPUNTURA

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Após avaliação e exame físico e testes aplicaremos agulhas nos locais dolorosos (pontos no ombro e a distancia se for o caso), utilizaremos Moxabustão (Artemísia) no local da dor e uso de Acupuntura auricular. MEDICINA CHINESA 110Os resultados são muito promissores logo nas primeiras sessões.

Entenda o que Medicina Tradicional Chinesa (MTC).

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Diz-se que, quanto mais alongado o ser humano com a prática de exercícios físicos, melhor conduz a energia pelo corpo.

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O sistema, além dos canais psíquicos, já mencionados é “Os Doze Meridianos”, que são os doze caminhos de energia na superfície do corpo e que estão ligados aos órgãos internos por caminhos intermediários.

A acupunctura e a acupressura regulam e equilibram a distribuição de energia nos órgãos internos pela manipulação de pontos-chave, sendo parte desses reconhecidos pelos procedimentos ocidentais como Tender-Point, ou seja, pontos de tensão, que na M.T.C. são localizados ao logo dos doze meridianos. Na M.T.C. existem aproximadamente, mil pontos –chave, que se dividem em pontos de tonificação, pontos de sedação e no caso de excesso, a energia poderá vir a ser diminuída nos pontos de origem.

Os Doze Meridianos são:

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o Meridiano do Pulmão, o Meridiano do Rim; o Meridiano do Intestino Grosso; o Meridiano do Baço; o Meridiano da Vesícula Biliar; o Meridiano do Triplo Aquecedor, que é o único não correspondente a um órgão, mas corresponde ao sistema linfático; o Meridiano do Coração; o Meridiano da Bexiga; o Meridiano do Estômago; o Meridiano do Intestino Delgado; o Meridiano Regulador do Coração e o Meridiano do Fígado

PONTOS UTILIZADOS NAS ARTES MARCIAIS CHINESAS – WUSHU/ KUNG FU

Para aceitarmos o entendimento que na cultura chinesa a Medicina Chinesa é parte integral de uma outra trilogia, ou seja, M.T.C. , Filosofia e Artes Marciais são na realidade inseparáveis, o Médico na antiguidade era o responsável pela saúde de seus discípulos/camponeses/alunos, sendo o responsável pelos males que poderiam vir a perturbar os mesmos.

O Médico era o responsável pela manutenção e tratamento da saúde, era também o Filósofo, repassando seu bem como o Mestre de Artes Marciais, internas e/ou externas.

De extensa lista de pontos vulneráveis, usuais nas artes marciais chineses, citamos como exemplo 36 (trinta e seis) destes pontos aplicados em um estilo interno de Wushu/Kung Fu, o Taiji quan, ou Tai Chi Chuan (O “Boxe Supremo”), na parte frontal e posterior do corpo humano, sendo eles: Nove pontos mortais;
Nove pontos que causam desmaio;
Nove pontos que causam o mutismo e
Nove pontos que causam paralisia.

Veja este vídeo:

fonte: texto e contato
Jorge Corral – CREF-1 RJ 004838
http://oasys.com.br/tai
jorge.corralbr@gmail.com
Editor: Chao Yi- março/2000
http://www.gio.gov.tw/
-Secrets of Chinese Meditation / Lu Kúan Yu, fls.194
-Zhang Sanfeng he tade Taiji quan/Li Yin-ang

Como tratar dor ciática de forma simples e eficaz com acupuntura

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 A dor ciática é fácil de tratar com acupuntura. Isto não significa que se tenham sempre resultados positivos. Significa, como pode imaginar, que a definição do tratamento é relativamente simples. O diagnóstico, tal como enquadrado na medicina chinesa também é fácil. Na realidade bastam poucas questões para se saber fazer o diagnóstico.

Existem diversos tratamentos que podem ser aplicados no tratamento da dor ciática. Neste artigo irei focar dois deles: acupuntura e matéria médica. Prefiro focar-me nestes dois tratamentos pois são dos mais usados e são aqueles que geram mais confusões para os acupunctures na altura de saberem como tratar dor ciática.

Estas confusões começam cedo, no interrogatório. Quando fazemos diagnóstico de uma dor ciática deveríamos dividir o interrogatório em duas partes principais. Uma primeira parte relativa à geografia da queixa onde se analisa a localização da dor, a presença de dormência ou a associação com alterações de movimentos, por exemplo. Uma segunda parte do interrogatório deveria ser direcionada para a natureza da queixa, ou seja saber o tipo de dor que é (tipo facada, tipo moinha, etc…) ou características da mesma (agrava com frio, melhora com movimento, faz-se acompanhar de sensação de peso, etc…).Porque é esta divisão no interrogatório necessária para se saber como tratar dor ciática? É simples: porque cada parte do interrogatório é dedicada a um tratamento especifico. A primeira parte está relacionada com a acupuntura. O diagnóstico da MTC não é necessário para se tratar uma ciatalgia com acupuntura. Ele é necessário quando se prescreve matéria médica (vulgo fitoterapia). Alguns leitores poderão achar estranha esta afirmação. E tenho consciência que muitos livros técnicos dizem exatamente o contrário. No entanto se pensar um pouco no assunto vai ver que a acupuntura tem sempre, ou quase, a ver com a localização da queixa e não com a sua natureza.

Como tratar dor ciática com acupuntura

Para a acupuntura o importante é saber onde se encontra a dor. Tratar o resto é secundário. Vamos imaginar dois pacientes com dor na perna por estase de sangue. Num paciente coloca agulhas no braço (localização) e pontos para ativar o sangue (natureza) e no outro coloca agulhas na zona de dor na perna (localização) e não coloca pontos para ativar o sangue. Em qual dos dois pacientes acha que vai ter mais sucesso?

Alguns leitores poderão desejar contrapor com outro exemplo: dois pacientes com dor na perna por estase de sangue. Num colocamos agulhas nos pontos de dor e noutro colocamos agulhas nos pontos de dor e usamos pontos para ativar o sangue.

como tratar dor ciática
como tratar dor ciática

O problema é que este último exemplo não nega o que se deseja comprovar no primeiro. Acupuntura tem a ver com localização e não natureza da queixa. O problema de se confundir as duas é que acabamos por perder tempo a selecionar pontos desnecessários e acabam sempre por escapar pontos importantes pois pensamos a acupuntura numa lógica de natureza e não localização.

Na prática muitos acupuntores acabam a pensar a acupuntura para tratar os padrões clínicos que foram diagnosticados com aquela dor e não em formas de pensamento mais importantes como seleção de pontos de acordo com sistema nervoso, miologia funcional, sistema de meridianos e trigger points. Mesmo que dêem alguma atenção a algum destes princípios acabam sempre por torná-los secundários.

E quando passam tempo suficiente para compreender estas formas de selecionar pontos notam que é desnecessário focarem-se tanto no diagnóstico da natureza da dor.

Como tratar dor ciática com fitoterapia

No entanto, caso se prescreva matéria médica (vulgo fitoterapia) torna-se necessário conhecer a natureza da queixa para se saber como tratar dor ciática. A dor pode ser localizada no mesmo sitio, mas se o diagnóstico for diferente, automaticamente a fitoterapia terá de ser diferente.

Por exemplo, imaginemos 2 doentes com dor na face posterior da coxa (ciático). Num paciente a dor melhora com movimento, agrava à noite e é tipo facada. Estes são sintomas de estase de sangue. Noutro paciente a dor faz-se acompanhar de sensação de peso, melhora com aplicações de calor e agrava com frio. Estes são sintomas de humidade-frio. Ou seja, a dor está localizada na mesma região mas os sintomas que a caracterizam são completamente diferentes. A acupuntura seria a mesma mas a fitoterapia prescrita completamente diferente.

Noutro caso podemos imaginar dois doentes com a mesma característica de dor: dor tipo facada, melhora com movimento e agrava há noite. As características típicas de estase de sangue, como mencionado. No entanto a dor é localizada na face externa da perna, num paciente, e na face posterior da coxa noutro paciente. Neste caso a prescrição de fitoterapia seria a mesma mas a acupuntura iria apresentar diferenças significativas.

CONCLUSÃO

Acupuntura tem a ver com localização da queixa e fitoterapia tem a ver com a natureza. Esta diferençaé essencial para se saber como tratar dor ciática com rapidez e eficácia. Não vale a pena estar a misturar formas de pensar para terapêuticas diferentes. Vai atrapalhar o pensamento e dificultar a metodologia de trabalho sem trazer benefícios nenhuns ao paciente. Pelo contrário, não saber pensar em acupuntura muitas vezes só vai fazer com que o tratamento demore mais tempo ou simplesmente não tenha sucesso.

A melhor forma de pensar a acupuntura no tratamento da ciatalgia está relacionada com a localização das queixas e tem a ver com: (1) seleção de pontos de acordo com sistem nervoso, (2) seleção de pontos de acordo com miologia funcional, (3) seleção e pontos de acordo com sistema de meridianos e (4) seleção de pontos gatilho (trigger points).

A melhor forma de pensar a fitoterapia tem a ver com a definição correta de padrões tal como descritos na medicina chinesa. fitoterapia lida com natureza da patologia.

Acupuntura – Técnica por Moxabustão.

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É uma técnica terapêutica da Medicina Tradicional Chinesa, que se baseia, nos mesmos princípios e conhecimento dos meridianos de energia trabalhados na acupuntura.  A moxabustão trata e previne doenças através de aplicação de calor em pontos do corpo humano, removendo e desobstruindo os bloqueios de energia e restabelecendo o seu fluxo saudável.
A moxa é preparada a partir da Artemísia (Artemísia Vulgaris e Artemísia Sinensis), uma erva perene comum. Suas folhas aromáticas são lavadas, secas, trituradas e peneiradas várias vezes até que fiquem macias e se transformem em uma massa uniforme, semelhante a uma lã vegetal.

Após esse preparo ela pode ser moldada de diversas formas para a sua utilização: solta (lã), prensada (palito), enrolada (bastão),  adesiva (cones),  enrolada fina (cigarro)  resinada (auricular), sem fumaça (com carvão) aromatizada (com carvão). As mais comuns são no formato de bastão e em cone.

SUA ORIGEM E HISTORIA:

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A  Moxabustão significa literalmente, “longo tempo de aplicação do fogo” e é uma prática originária do norte da China, cerca de 3.500  anos AC. e introduzida no Japão por volta do ano 265 DC., levada  por monges japoneses, que estudaram na China –  e segundo historiadores – teriam sido eles os responsáveis pela introdução da Terapia Tradicional Chinesa no Japão.

Embora tenha sido usada há milênios, foi registrada pela primeira vez em textos médicos durante a dinastia Song ou Sung, que governou os chineses de 960 a 1275 DC. É uma terapia importante na Medicina Tradicional Chinesa: os textos antigos dizem que a moxa deve ser usada se a acupuntura e as ervas não funcionassem na cura da doença.

COMO FUNCIONA:

A combustão da Artemísia tem a propriedade de aquecer profundamente, tornando-a eficaz quando há menos circulação, condições frias e úmidas, além da deficiência do yang. A Artemísia tem o poder de extrair a energia Yang do Yin.  Quando aplicada aos pontos de acupuntura específicos à deficiência de yang, o corpo absorve o calor o máximo possível, recuperando o Qi (energia) do yang do corpo e o “fogo ministerial”, a fonte de todo o calor e energia do corpo.

Para isso, basta acender a ponta do bastão ou cone de Moxa e mantê-lo cerca de um centímetro ¬¬da superfície da pele, porém a distância varia de acordo com a tolerância do paciente e da quantidade de estímulo térmico que se deseja.

Normalmente o bastão (ou o cone) é queimado alguns segundos em cada ponto de Acupuntura até a pele ficar avermelhada e o local aquecido. O calor do bastão de moxa também pode ser conduzido através da agulha de acupuntura, por aproximação da pele. Esse processo é tido como moxa indireta: implica em enrolá-la, colocá-la na ponta de uma agulha de acupuntura enquanto ela está no corpo, e acendê-la.

O calor da moxa percorre o cabinho e a agulha e esta transfere o calor especificamente ao ponto desejado no corpo. A moxabustão pode ser utilizada sozinha ou associada às práticas de acupuntura tradicional e ventosa terapia.

Moxibustion
MOXABUSTÃO INDIRETA

Com Gengibre:

Corte um pedaço de gengibre de cerca de 3 a 5 mm e fure-o em cinco pontos, como o cinco de um dado. Coloque o cone de moxa sobre a rodela de gengibre e, em seguida, sobre o ponto que se quer tratar. Acenda o cone usando um fósforo. Quando o paciente começar a sentir ardência, retire a rodela de cima da pele e mantenha suspensa (presa pela mão) sobre o mesmo ponto até que a sensação de aquecimento suavize.

Recoloque então o gengibre sobre o ponto. Repita o processo até que o ponto fique bastante vermelho, quente e úmido. Usamos de 5 a 7 cones em cada tratamento, que pode ser repetido em dias alternados. Este método é mais indicado para vômitos, diarreias, artrites e também pode ser usado para quaisquer outras doenças que respondam bem ao método de moxabustão.

Com Alho:

O procedimento é o mesmo que o método com o gengibre, só que em vez dele, usamos o Alho. É contraindicado em pacientes com febre. É usado principalmente nos casos de Tuberculose Pulmonar e Linfática e no primeiro estágio dos abscessos.

Com Sal:

Encha o umbigo com sal até o nível da pele. Coloque o cone de moxa sobre o sal e acenda-o. Usado em casos de emergência, coma, vômitos, apoplexia do tipo flácido, diarreias, fraqueza, energia baixa etc. Com uma palheta ou colherinha controle o aquecimento do ponto para não queimar o paciente.

Com cebolas:

Dispor sobre o abdômen ao redor do umbigo, fatias de cebola branca e por cima, colocar cones grandes. Queimas simultânea ou sucessivamente. Usado para casos de colapso, flatulência, dores abdominais do tipo frio, anúria, retenção urinária.
INDICAÇOES:

• A moxabustão é tida como Yang puro, por isso serve para fortificar o Yang enfraquecido do paciente.

• Regula o Qi e o sangue.

• Auxilia na anemia, stress, cansaço físico e mental.

• Abrem os doze canais (meridianos) principais de energia.

• Fortifica na convalescência, nas fraquezas (fadiga) crônicas, por obstrução do Frio e Umidade;

• Expele o frio e a umidade, colaborando nas afecções pelo Frio, as desordens do Yin.

• Minimiza os desconfortos da velhice e propicia uma longevidade saudável.

• Dispersa a energia perversa.

• Aumenta a energia defensiva.

• Realinha desordens ginecológicas e distúrbios sexuais.

• É eficaz no combate das doenças respiratórias como asma e bronquite, além de alergias.

• Também nos distúrbios digestivos como dores abdominais, indigestão, diarreia, náuseas, vômito.

• Cauteriza verrugas.

• Auxilia no alívio das doenças osteoarticulares, artrite, problemas da coluna.

• Aplicada em situações onde não é possível a utilização de agulhas.

CONTRA INDICAÇOES:

• Em tratamento de doenças com quadro febril.

• Lesões traumáticas na pele.

• Em casos de problemas psíquicos.

• Em áreas próximas aos genitais, mamilos, couro cabeludo e rosto.

• Em crianças, sua aplicação deve ser avaliada com cuidado pelo profissional.

• Idosos muito combalidos.

Fonte: Mao-Liang, Qiu (Org). Acupuntura chinesa e moxabustão. SP, roca, 2001